A importância de ser sucinto para uma comunicação eficaz

POSTADO POR thiago 6, setembro, 2019
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Autor: Carlos Diz – Fundador do Instituto Brasileiro de Neuroliderança

Sabidamente, um dos “três pecados” da comunicação, as principais causas de uma comunicação ineficaz, é a redundância. A neurociência confirma isso plenamente.

A redundância, em outras palavras a prolixidade, caracterizada pela repetição das mesmas palavras ou sinônimos, e pelo uso de palavras desnecessárias que não acrescentam ao entendimento, é muito cansativa para o cérebro racional ou córtex pré-frontal (memória de trabalho) que tem baixa capacidade e gasta muita energia, porque este é obrigado a processar e decodificar cada palavra, mesmo que seja para descobrir que já foi dita antes ou que não agrega nada de novo. O cansaço diminui a capacidade de conectar as diferentes palavras para extrair um sentido e provoca o desvio da atenção (uma forma do cérebro descansar).

Já a parte emocional do cérebro pode interpretar a prolixidade como uma forma de agressão e reagir de forma defensiva, liberando hormônios do stress (cortisol e adrenalina) e diminuindo o aporte de sangue (energia) ao cérebro racional, reduzindo ulteriormente a atenção e a capacidade de entendimento.

Quem já não ficou impaciente ou até irritado com alguém que fala demais e repete a mesma coisa várias vezes?

Existem, de fato, pessoas que falam de forma “tsunami”, sem prestar atenção no outro para ver como está se sentindo e reagindo, inundando-o com palavras até o outro afogar-se nelas. Esses são casos extremos, patológicos. Mas a redundância moderada é muito comum e mais difícil de ser percebida. Nem quem fala demais nem quem escuta, percebe conscientemente a redundância de grau moderado a qual, porém, também causa cansaço e stress reduzindo a qualidade da comunicação e prejudicando o resultado desejado. Isso se aplica tanto à comunicação verbal quanto à escrita.

Se você quiser aprender a comunicar de forma mais eficaz é crucial que verifique o grau de redundância na sua forma normal de comunicar e se esforce para ser mais conciso (o contrário de redundante). A regra é falar a quantidade suficiente (máximo) e necessária (mínimo) para conseguir no outro o entendimento que você deseja. Nem mais, nem menos. Não é fácil, mas, com dedicação e treino consegue-se avançar muito. Treine, por exemplo, com um amigo. Combine com este que você vai contar-lhe uma história ou explicar-lhe algo. Ao terminar o amigo deverá lhe atribuir uma nota entre 0 e 10 para o quão conciso você conseguiu ser do ponto de vista dele. Se a nota for menor que 7, tente novamente tentando falar a mesma coisa só que com menos palavras. Antes de falar uma palavra pare e pense se ela vai acrescentar ao entendimento ou não. Procure substituir duas ou três palavras com uma só (possuir um vocabulário amplo ajuda muito) na medida em que o entendimento por parte do outro não seja prejudicado.

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