DIVERSIDADE AMPLIADA

POSTADO POR thiago 17, agosto, 2020
Gestão

Luiz Augusto M da Costa Leite
com mhconsult

Nos últimos anos, as organizações se abriram para a inserção da diversidade em suas agendas em gestão humana, como consequência de um vigoroso movimento dos defensores de direitos de pessoas e comunidades desfavorecidas e discriminadas.

Negros e mulheres têm sido o carro-chefe dessa luta, reforçada por identidade de gêneros, status socioeconômico, formações biológicas, territorialidade, língua, cultura, crenças, e tantos outros diversos, hoje de complexa identificação, como o caso ainda pouco explorado da diversidade de opinião.
Recentes contribuições têm gerado novos olhares, com ampliações e extensões ao conceito original, como forma de ampliar os compromissos da sociedade e das organizações.
As repercussões originais foram o reconhecimento formal e medidas reguladoras. Embora com grandes avanços, pesquisas indicam que parte das organizações ainda não aderiu substantivamente. No mundo, aumentam as reações a conflitos minimizados no passado. Trata-se de uma luta inconclusa. Ignorá-la é incivil. Aderir a seus princípios é incorporá-la ao propósito da organização, como um valor. Foco em D.

Mas como perceber e traduzir um valor? Não basta o discurso declarado, ainda que sincero. É preciso que se torne parte do modelo mental em toda a teia orgânica pela adoção de uma política de equidade. Uns não podem ser vistos como mais (ou menos) diversos que outros. Oportunidades Iguais, imparcialidade, isenção e senso de justiça são as referências atitudinais, rejeitando preconceito e discriminação contra sub-representações identitárias. É a extensão do valor em crença da diversidade como missão da organização total. Tem-se aqui, então, D&E.
Como disse K. Armstrong, é a pessoa se sentindo convidada para o baile.

Isso não basta, pois o baile precisa acontecer. A engrenagem da diversidade é movimentada através da gestão que produz instrumentos de inclusão, com ações que demonstrem que diferenças sejam incorporadas, não apenas admitidas. As pessoas encontram aí mecanismos de participação nos processos de trabalho e decisão, assim como nas oportunidades de desenvolvimento. Inclusão é a prática. DE&I

Ainda com a metáfora do baile, é a pessoa sendo convidada para dançar.
Mas como viverá o baile? Se tudo estiver bem organizado, o salão arrumado, os dançarinos gentis e a orquestra afinada, como desfrutar o momento? Sentindo-se parte da festa, é claro. O senso de pertencimento gera vontade de estar ali, saber que é aceita tal como é, que sua presença contribui para o brilho do baile e que suas habilidades dançantes serão correspondidas e compartilhadas por seus pares. Acima de tudo, autenticidade e confiança em si e nos circunstantes, sabendo que existe uma cultura acolhedora e propícia a sua participação. Uma dança prazerosa.
A espiral da diversidade começa, portanto, no propósito da organização, expandindo-se em valores, missão, gestão e cultura, sintetizada pelo acrônimo DEI&P

Organizações de mente aberta conseguem assumir em sua identidade tantos tipos de diversidade, existente não só em cada cultura, mas na própria trajetória humana. Trata-se de um avanço civilizacional; não há como ignorá-lo.

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